segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Equipe de transição anuncia mais três ministros do governo Dilma


A equipe de transição da presidente eleita Dilma Rousseff informou oficialmente por meio de nota nesta sexta-feira (3) os nomes de mais três integrantes do futuro ministério.

Da esq. para a dir., Antonio Palocci, José Eduardo Cardozo e Gilberto CarvalhoDa esq. para a dir., Antonio Palocci, José Eduardo Cardozo e Gilberto Carvalho (Fotos: Agência Brasil)

Foram anunciados o deputado federal Antonio Palocci (PT-SP) para a Casa Civil; Gilberto Carvalho, para a Secretaria Geral da Presidência; e o deputado federal José Eduardo Cardozo (PT-SP) para o Ministério da Justiça.

Leia abaixo a íntegra da nota:

"Nota à imprensa

A presidenta eleita da República, Dilma Rousseff, convidou o deputado Antonio Palocci para ocupar a chefia da Casa Civil do futuro governo e o atual chefe de gabinete da Presidência, Gilberto Carvalho, para ser o titular da Secretaria Geral da Presidência. O deputado José Eduardo Cardozo, também convidado, assumirá o Ministério da Justiça.

A presidenta eleita orientou os futuros ministros a trabalhar de forma integrada com os demais setores do governo para dar cumprimento a seu programa de desenvolvimento, com distribuição de renda e garantia de estabilidade econômica.

Assessoria de imprensa da presidenta eleita Dilma Rousseff."

Nota anúncio ministros

Além dos três ministros divulgados nesta sexta, oficialmente os ministros Guido Mantega (Fazenda), Miriam Belchior (Planejamento) e Alexandre Tombini (Banco Central).

Havia a expectativa de que a equipe de transição de Dilma anunciasse nesta sexta outros nomes para o novo governo, mas a indefinição com partidos aliados, como o PMDB, fez com que a divulgação de mais integrantes da equipe ministerial fosse adiada para a próxima semana.

Nesta quinta, o senador e afirmou pelo Twitter que o partido já tinha acertado com Dilma a indicação de dois ministros: Edison Lobão, para as Minas e Energia, e Wagner Rossi, para a Agricultura. Não houve confirmação da informação pelas assessorias de Lobão e Rossi nem pela equipe de transição de governo.

Amigo de Lula há 30 anos, Carvalho é confirmado na Secretaria Geral

Atual chefe de Gabinete da Presidência será mantido na equipe de Dilma.
Ex-seminarista, Carvalho é tido como 'conselheiro' informal de Lula.


Atual chefe de Gabinete da Presidência, Gilberto Carvalho, acompanhado da presidente eleita, Dilma Rousseff, em foto de outubro.Atual chefe de Gabinete da Presidência, Gilberto Carvalho, acompanhado da presidente eleita,
Dilma Rousseff, em foto de outubro.

Chefe de Gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva desde o começo do primeiro mandato, em 2003, Gilberto Carvalho é mais um dos nomes próximos de Lula que vai manter uma cadeira no Palácio do Planalto. Nesta sexta-feira (3), Carvalho

Aos 61 anos, o ex-seminarista é amigo do presidente Lula há mais de 30 anos. Auxiliou na primeira campanha vitoriosa do petista em 2002, quando chegou a ser cotado para a presidência do PT. A proximidade e a confiança que conquistou de Lula o levaram para um lugar especial dentro do Palácio do Planalto. De organizador de agendas, da segurança e das atividades do presidente, Carvalho avançou. Traçou seus passos pela confiança que conquistou ao longo de anos de amizade com Lula. Chegou ao título, ainda que informal, de “conselheiro” do presidente.

Nascido em Londrina, no Paraná, Carvalho é uma das raras pessoas com autorização para entrar no gabinete de Lula sem bater à porta. Com ele, o presidente conversa todos os dias. Há, contudo, ao menos uma divergência entre Lula e seu conselheiro informal: a escolha pelo time de futebol. Enquanto o presidente é torcedor do Corinthians, Carvalho torce para o rival Palmeiras.

Os longos anos de imersão no PT trouxeram a Carvalho também problemas com a Justiça. Em outubro deste ano, ele se transformou em réu no processo da Justiça de São Paulo que trata do suposto esquema de propina da Prefeitura de Santo André, que supostamente teria resultado no assassinato do prefeito petista Celso Daniel.

O Ministério Público acusa Carvalho de participar do esquema de repasses de propinas arrecadas pelo PT junto a empresas que prestavam serviços para a prefeitura. O dinheiro seria usado na campanha presidencial. Carvalho era, na época, secretário de Comunicação e de Governo de Daniel. Ao ser transformado em réu, Carvalho disse que está “tranquilo” e que fará sua defesa durante a ação.

Carvalho diz que primeira missão será flexibilizar repasses a ONGs

Em entrevista, futuro ministro diz que enviará projeto ao Congresso.
Ao convidá-lo, presidente eleita pediu a ele para preparar 'terno e gumex'.

Nathalia Passarinho Do G1, em Brasília


Gilberto Carvalho, chefe de gabinete de Lula e futuro ministro de Dilma, em seu gabinete no Palácio do PlanaltoGilberto Carvalho, chefe de gabinete de Lula e
futuro ministro de Dilma, em seu gabinete no
Palácio do Planalto (Foto: Celso Júnior / Agência
Estado)

O futuro ministro da Secretaria Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, afirmou nesta sexta-feira (3) ao G1 que a primeira missão na pasta será enviar ao Congresso Nacional até o final do primeiro semestre de 2011 um projeto para criar o Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil.

Carvalho foi anunciado nesta sexta (3) como ministro, no mesmo que informava sobre as indicações dos deputados do PT paulista Antonio Palocci para a Casa Civil e José Eduardo Cardozo para o Ministério da Justiça.

O projeto de lei que, segundo Carvalho, ainda será elaborado, terá o objetivo de flexibilizar as regras para repasses de verbas públicas a Organizações Não-Governamentais (ONGs).

A principal função da Secretaria-Geral da Presidência, atualmente comandada por Luiz Dulci, é coordenar o dialogo entre governo e movimentos sociais, e negociar reajustes de salário de diferentes categorias.

“Um das minhas principais missões será enfrentar a questão do marco regulatório do governo e das entidades. A lei atual dificulta repasses de recursos para entidades. Há uma burocratização do processo. É preciso simplificar essa relação. Ter fiscalização, mas com maior fluidez de recursos. Espero mandar para o Congresso no primeiro semestre de 2011”, disse, em entrevista por telefone.

Ela [Dilma] pediu que eu preparasse um terno bonitinho e o gumex, porque seria anunciado como ministro"
Gilberto Carvalho, futuro ministro daSecretaria Geral da Presidência da República

Carvalho explicou que as ONGs brasileiras dependem fortemente de recursos do exterior e que, com a crise financeira internacional, muitas estão em dificuldades.

Segundo ele, sem a parceria com organizações civis e religiosas, será impossível cumprir a meta da presidente eleita de acabar com a miséria.

“A ação social não é monopólio do governo. Combater a miséria não pode ser atingido sem o trabalho, por exemplo, das igrejas. É importante essa parceria”, disse Carvalho, ex-seminarista e um dos principais interlocutores do governo com a Igreja Católica.

Salário mínimo
Em entrevista por telefone, Carvalho também defendeu um reajuste de salário mínimo para 2011 que atinja R$ 540, valor bem menor que o defendido por centrais sindicais, que querem um mínimo de pelo menos R$ 580.

“Acho muito difícil atingir um salário de R$ 580 ou R$ 600 no ano que vem. É melhor não dar passos largos e ter de recuar depois. Prudentemente falando, achamos melhor, reafirmamos os R$ 540. Mas claro que temos que dialogar”, afirmou.

Ele também disse que a Secretaria-Geral da Presidência não terá suas funções ampliadas e não tratará da gestão do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). No entanto, Carvalho afirmou que a pasta deve crescer em importância por causa da diferença de "traquejo" de Lula e Dilma com os movimentos sociais.

“Claro que com a Dilma vai ser diferente do que com o Lula. Sei que o trabalho vai ser muito necessário porque o Lula tinha um discurso muito fácil com os movimentos sociais. A Dilma não tem essa mesma facilidade, até pelo histórico diferente dos dois. Então, ela vai precisar do nosso apoio, apesar de ser muito interessada pelos movimentos.”

O futuro ministro disse ainda que a única mudança que irá propor à presidente eleita será a de delegar para a Secretaria de Comunicação Social a tarefa de elaborar os discursos dela. Atualmente, quem redige os discursos de Lula é o atual secretário-geral Luiz Dulci. “Acho a função mais apropriada para a Secom,” explicou.

Gumex e terninho
Na entrevista ao , Gilberto Carvalho contou detalhes de como foi feito o convite para que assumisse a Secretaria Geral da Presidência. Ele disse que foi sondado há cerca de 10 dias pela presidente eleita. Segundo ele, Dilma afirmou que quer um “conselheiro” no Planalto.

“Ela fez uma sondagem dizendo que precisava de mim numa função perto dela pela confiança que ela tinha em mim. Queria que eu fosse uma espécie de conselheiro, que apontasse os erros e acertos do governo e trouxesse a sensibilidade dos movimentos sociais”, afirmou.

O chefe de gabinete teria dito que aceitava ficar no governo como assessor e que não precisava assumir um ministério. No entanto, segundo Carvalho, na última quarta (1º) ele recebeu um telefonema da presidente.

“Ela pediu que eu preparasse um terno bonitinho e o gumex, porque seria anunciado como ministro na sexta”, contou. “Eu disse a ela que contasse com o meu trabalho e ela afirmou que quer um governo que preste contas e que atenda os movimentos sociais.”

Dilma nomeia Temer, Palocci, Dutra e Cardozo para conduzir transição

Presidente eleita encaminha nomes a Lula para início de trabalho na próxima segunda-feira.

BBC

Presidente eleita vai se reunir com todos os partidos, diz petista

A presidente eleita, Dilma Rousseff, confirmou nesta terça-feira que a coordenação política da equipe de transição de governo será conduzida pelo vice-presidente eleito, Michel Temer (PMDB), pelo presidente do PT, José Eduardo Dutra, e pelos deputados federais Antonio Palocci e José Eduardo Cardozo (ambos do PT-SP).

Segundo informou nesta terça-feira a assessoria de Dilma, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva já foi comunicado dos nomes que vão integrar a equipe. Por determinação de Lula, os trabalhos de transição começam na próxima segunda-feira.

Durante a tarde desta terça-feira, a presidente eleita se reuniu com Dutra, Palocci e Cardozo em sua casa, em Brasília. À noite, Temer e Dutra teriam um encontro na residência oficial do presidente da Câmara, e Dilma daria entrevistas a emissoras de televisão.

Antes de chegar para o encontro na casa de Dilma, Cardozo disse que a futura presidente discutirá a transição com todos os partidos aliados.

Criado no fim do governo Fernando Henrique Cardoso, o sistema de transição permite ao presidente eleito se inteirar dos processos e dos principais trabalhos nos ministérios. Para isso, pode formar uma equipe de 50 pessoas, com um orçamento de R$ 2,8 milhões.

No próximo fim de semana, Dilma deve viajar com o presidente Lula à Coreia do Sul, onde a reunião do G20 será realizada nos dias 11 e 12 de novembro. No caminho, a comitiva deve fazer uma parada em Moçambique.

Entrevistas

Na noite de segunda-feira, a presidente eleita concedeu entrevistas a três emissoras de televisão e afirmou que pretende manter a política de câmbio flutuante e as diretrizes econômicas do governo Lula.

"Teremos rigor ao tratar da questão cambial. Não é possível que ocorra aqui aquele tipo de política da década de 30, que se caracteriza pela desvalorização competitiva", disse Dilma à TV Globo, referindo-se à desvalorização do câmbio para estimular exportações.

Segundo Dilma, a escolha dos seus ministros será definida por critérios técnicos e políticos e ainda não há nomes definidos para os cargos.

"Nós vamos ter de ver a composição do governo, que tem esses dois aspectos. Eu vou me esmerar para ter um governo em que o critério de escolha dos ministros e dos cargos da alta administração sejam providos por esses dois critérios", disse a presidente eleita ao Jornal Nacional.

Dilma chora e fala em 'clima de compreensão' durante evento do PT

Futura presidente chorou ao lembrar encontros com a militância durante a campanha.

BBC


A presidente eleita, Dilma Rousseff, disse nesta sexta-feira, em Brasília, que espera criar um clima político 'de união e compreensão' no país depois da disputa eleitoral.

Participando de um evento no diretório nacional do PT, em Brasília, a petista chorou ao lembrar dos encontros que teve com a militância do partido durante a campanha presidencial.

'É para esse partido que eu apresento aqui minha gratidão. Dependo da compreensão de vocês, do esforço e da solidariedade de vocês. Esse partido construiu maturidade política de compreender os complexos desafios do poder.'

'Conseguimos construir nossa capacidade de conviver com a diferença', disse Dilma. 'Quero aqui enfatizar a maturidade do PT na sua relação com os demais partidos que integram a coligação que vai governar o país a partir do dia primeiro de janeiro.'

Dilma também criticou o que definiu como 'preconceito' e 'intolerância' por parte da oposição durante a disputa. 'Foi uma campanha pesada, de confronto, mas confronto não nas questões que nós achávamos que cabia confrontar', afirmou.

A futura presidente brincou com os principais nomes petistas na transição, chamando-os de 'três porquinhos': o deputado federal e ex-ministro Antonio Palocci, o presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra, e o deputado federal José Eduardo Cardozo.

Cardozo teve posição central na campanha de Dilma

José Eduardo Cardozo foi um dos coordenadores da campanha.
Advogado paulistano exerceu dois mandatos na Câmara dos Deputados.


O secretário-geral do PT, José Eduardo Cardozo (esq.), e o presidente do PT paulista, Edinho Silva, durante entrevista sobre a distribuição de folhetos contra Dilma Rousseff

O deputado federal José Eduardo Martins Cardozo (PT-SP), 51 anos, é, desde 2008, secretário-geral do Diretório Nacional do PT. Nas eleições de 2010, foi coordenador da campanha petista e secretário do comitê de finanças. Após a vitória de Dilma Rousseff, ocupou posição estratégica como um dos três integrantes da coordenação política da equipe de transição do governo e foi um dos chamados “três porquinhos”.

Paulistano, Cardozo é mestre em Direito, advogado e procurador do município de São Paulo. Foi vereador de São Paulo por três mandatos, presidiu a Câmara Municipal durante dois anos, e, por duas vezes, foi deputado federal pelo PT de São Paulo.

Cardozo é considerado um dos expoentes do “Mensagem ao Partido”, grupo minoritário de militantes petistas que reúne integrantes de diversas correntes em todo o Brasil. Cardozo foi indicado pelo grupo para coordenação a campanha de Dilma e também para a secretaria nacional do PT, além de ser o representante da Mensagem na mais recente disputa pela presidência do partido.

“Sempre foi visto como pessoa muito preparada do ponto de vista jurídico, uma pessoa brilhante. Teve papéis importantes em momentos de degradação da vida institucional”, lembra o amigo e deputado federal Paulo Teixeira.

O deputado cita como primeiro exemplo desse compromisso a atuação de Cardozo na Câmara dos Vereadores de São Paulo durante as apurações da “CPI da Máfia dos Fiscais”.

Em Brasília, também teve atuação de destaque como sub-relator de contratos da CPI dos Correios, realizada em 2006.Em março de 2010, divulgou uma carta em seu site pessoal afirmando que não tentaria a reeleição ao cargo de deputado. Ele manifestou descontentamento com a importância dos recursos financeiros para a vitória na campanha e afirmou que somente uma reforma política poderia mudar o quadro.

Em março de 2010, Cardozo divulgou uma carta em seu site pessoal afirmando que não tentaria a reeleição ao cargo de deputado. Ele manifestou descontentamento com a importância dos recursos financeiros para a vitória na campanha e afirmou que somente uma reforma política poderia mudar o quadro.

No ano passado, tentou o cargo de presidente do Partido dos Trabalhadores, em substituição ao deputado federal Ricardo Berzoini. Obteve 81.372 votos, 17,2% do total, perdendo para o ex-presidente da Petrobras Distribuidora, José Eduardo Dutra.

No governo Dilma, deve manter papel de protagonista em debates estratégicos e terá proximidade com a presidente. Ainda no ministério Lula era apontado como ministeriável e poderá agora unir conhecimento de Direito e o bom trânsito dentro do cenário político.

“Tem um perfil que concilia essas duas vertentes, é muito técnico, tem uma formação profissional muito densa e ao mesmo tempo tem uma formação política muito completa.” Como amigo, é classificado como sincero e direto em suas preocupações. Nas horas livres, tem como hobby o exercício da música: é considerado um bom pianista. É um dos adeptos do Twitter, onde mantém o perfil @deputadocardozo.

Cardozo começou a militância política no Centro Acadêmico da Faculdade de Direito da PUC. Foi também secretário de Governo do município de São Paulo (1989 a 1992), na gestão da prefeita Luiza Erundina. Atuou como chefe de gabinete da antiga Secretaria da Administração Federal da Presidência da República (1993).

Trabalhou como professor de direito administrativo da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e de curso preparatório para ingresso nas carreiras do Ministério Público e Magistratura. Escreveu "Da Retroatividade da Lei", da Editora Revista dos Tribunais, apresentado como trabalho de mestrado em 1993. Também é autor de "A Máfia das Propinas - Investigando a corrupção em São Paulo", lançado pela Editora Fundação Perseu Abramo, em que relata os bastidores da CPI que presidiu em 1999.

Foi um dos organizadores, em parceria com João Eduardo Lopes e Márcia Walquiria Batista Santos, do livro “Curso de Direito Administrativo Econômico-Vol. 1” editado pela Malheiros Editores em 2006.

Veja nomes do ministério de Dilma

Equipe de transição divulga em blocos nomes dos escolhidos para ministro.
Confira a lista dos confirmados e dos cotados para integrar a nova equipe.

Do G1, em São Paulo

A presidente eleita Dilma Rousseff e a equipe de transição confirmaram nesta segunda-feira (20) mais sete nomes de integrantes do ministério. Ao todo, 30 ministros já foram anunciados.

MINISTROS ANUNCIADOS

QUEM É

MINISTÉRIO

Alexandre Tombini (Foto: Agência Estado)

ALEXANDRE TOMBINI

Atual diretor de Normas do Banco Central

(Veja perfil)

Banco Central

Alfredo Nascimento(Foto: Ag. Senado)

ALFREDO NASCIMENTO

Senador e ex-ministro dos Transportes, filiado ao PR. Disputou o governo do Amazonas, mas não foi eleito.

(veja perfil)

Transportes

Aloizio Mercadante(Foto: José Cruz/Agência Brasil)

ALOIZIO MERCADANTE

Senador (PT-SP). Disputou as eleições para o governo de São Paulo, mas não foi eleito.

(veja perfil)

Ciência e Tecnologia

Antonio Palocci (Foto: Arquivo/ABr)

ANTONIO PALOCCI

Ex-ministro da Fazenda, um dos coordenadores da campanha de Dilma.

(Veja perfil)

Casa Civil

Antonio Patriota, secretário-geral do Itamaraty(Foto: Renato Araújo / Agência Brasil)

ANTÔNIO PATRIOTA

Secretário-geral do Ministério das Relações Exteriores

(veja perfil)

Relações Exteriores

Carlos Lupi (Foto: Ag. Brasil)

CARLOS LUPI

Ministro do Trabalho e presidente licenciado do PDT

(veja perfil)

Trabalho

Edison Lobão (Foto: Agência Brasil)

EDISON LOBÃO

Ex-ministro de Minas e Energia, foi reeleito senador pelo PMDB pelo Maranhão.

(veja perfil)

Minas e Energia

Fernando Haddad (Foto: Arquivo/Agência Brasil)

FERNANDO HADDAD

Atual ministro da Educação

(veja perfil)

Educação

Fernando PimentelFernando Pimentel (Foto: Arquivo/AE)

FERNANDO PIMENTEL

Ex-prefeito de Belo Horizonte (PT). Foi um dos coordenadores da campanha de Dilma.

(veja perfil)

Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior

Garibaldi Alves (Foto: Agência Senado)

GARIBALDI ALVES

Senador reeleito do PMDB. Já foi presidente do Senado e governador do Rio Grande do Norte.

(veja perfil)

Previdência

Gilberto Carvalho (Foto: Arquivo/ABr)

GILBERTO CARVALHO

Chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

(Veja perfil)

Secretaria Geral da Presidência

Guido Mantega (Foto: Agência Brasil)

GUIDO MANTEGA

Atual ministro da Fazenda

(veja perfil)

Fazenda


Helena Chagas(Foto: Agência Estado)

HELENA CHAGAS

Foi diretora de Jornalismo da Empresa Brasileira de Comunicação (EBC). Trabalhou na campanha de Dilma como coordenadora de imprensa.

(veja perfil)

Secretaria de Comunicação Social

Ideli Salvatti(Foto: Agência Brasil)

IDELI SALVATTI

Senadora pelo PT de Santa Catarina

(veja perfil)

Pesca e Aquicultura

Izabella Teixeira, ministra do Meio Ambiente (Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil)

IZABELLA TEIXEIRA

Ministra do Meio Ambiente

(veja perfil)

Meio Ambiente

José Eduardo Cardozo (Foto: Agência Brasil)

JOSÉ EDUARDO CARDOZO

Deputado federal pelo PT-SP, foi um dos coordenadores da campanha de Dilma.

(veja perfil)

Justiça

Maria do Rosário(Foto: Divulgação)

MARIA DO ROSÁRIO

Deputada federal (PT-RS)

(veja perfil)

Secretaria de Direitos Humanos

Miriam Belchior(Foto: Arquivo/ABr)

MIRIAM BELCHIOR

Atual coordenadora do Programa de Aceleração do Crescimento

(veja perfil)

Planejamento, Orçamento e Gestão

Moreira Franco(Foto: Agência Brasil)

MOREIRA FRANCO

Ex-governador do Rio de Janeiro, filiado ao PMDB.

(veja perfil)

Secretaria de Assuntos Estratégicos

Nelson Jobim (Foto: Agência Brasil)

NELSON JOBIM

Ministro da Defesa

(veja perfil)

Defesa

Paulo Bernardo(Foto: Agência Brasil)

PAULO BERNARDO

Atual ministro do Planejamento

(veja perfil)

Comunicações

Pedro Novais(Foto: Agência Câmara)

PEDRO NOVAIS

Deputado federal reeleito do PMDB do Maranhão

(veja perfil)

Turismo

Wagner Rossi(Foto: Agência Brasil)

WAGNER ROSSI

Ministro da Agricultura, filiado ao PMDB

(veja perfil)

Agricultura

Alexandre Padilha (Foto:Agência Brasil)

ALEXANDRE PADILHA

Ministro das Relações Institucionais

(Veja perfil)

Saúde

Mário Negromonte(Foto: Agência Câmara)

MÁRIO NEGROMONTE

Deputado federal do PP da Bahia.

(Veja perfil)

Cidades

Ana de Hollanda(Foto: Arquivo Pessoal)

ANA DE HOLLANDA

atriz, cantora e compositora


Cultura

Orlando Silva(Foto: Agência Brasil)

ORLANDO SILVA

Ministro do Esporte


Esporte

Luiza Helena de Bairros(Foto: Divulgação)

LUIZA HELENA DE BAIRROS

Socióloga


Secretaria Especial de Promoção da Igualdade Racial

TEREZA CAMPELLO  Economista(Foto:Divulgação)

TEREZA CAMPELLO

Economista



Desenvolvimento Social

LUÍS INÁCIO DE LUCENA ADAMS(Foto: Arquivo)

LUÍS INÁCIO DE LUCENA ADAMS

Advocacia Geral da União (AGU)


Advocacia Geral da União (AGU)

Luiz Fernando Bezerra Coelho(Foto: Divulgação)

FERNANDO BEZERRA COELHO

É filiado ao PSB, secretário de governo de Pernambuco


Integração Nacional

Deputado Luiz Sérgio (Foto: Divulgação/Alerj)

LUIZ SÉRGIO

deputado federal (PT-RJ)


Secretaria de Relações Institucionais

Leônidas Cristino(Foto: Divulgação)


Secretaria Especial de Portos

GENERAL JOSÉ ELITO CARVALHO(Foto: Divulgação)

GENERAL JOSÉ ELITO CARVALHO

atual chefe de Preparo e Emprego do Ministério da Defesa


Gabinete de Segurança Institucional

JORGE HAGE SOBRINHO (Foto: Divulgação)

JORGE HAGE SOBRINHO

atual ministro-chefe da CGU


Controladoria-Geral da União (CGU)

COTADOS PARA PERMANECER NO GOVERNO

QUEM É

MINISTÉRIO COTADO

Alessandro Teixeira (Foto: Divulgação)

ALESSANDRO TEIXEIRA

Presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações

Cotado para chefe de gabinete, segundo a "Folha de S. Paulo".

Cotado para um eventual Ministério das Micro e Pequenas Empresas, que pode vir a ser criado, segundo "Folha de S.Paulo" e "O Estado de S. Paulo".

Graça Foster(Foto: Divulgação)

GRAÇA FOSTER

Diretora de Gás e Energia da Petrobras


Cotada para para a presidência da Petrobras, segundo "O Estado de S. Paulo".

Luciano Coutinho (Foto: Agência Brasil)

LUCIANO COUTINHO

Atual presidente do BNDES

Cotado para permanecer no cargo, segundo "O Estado de S. Paulo".

INDICADOS POR ALIADOS

QUEM É

MINISTÉRIO COTADO

Ciro Gomes(Foto: Agência Brasil)

CIRO GOMES

Deputado federal pelo PSB e ex-ministro da Integração Nacional

Indicado pelo irmão Cid Gomes (PSB-CE), governador eleito, para ocupar um ministério segundo "Folha de S.Paulo".

Cotado para assumir a presidência do BNDES, segundo "O Estado de S. Paulo".

Eduardo Braga(Foto: Ag. Brasil)

EDUARDO BRAGA

É ex-governador do Amazonas e foi eleito senador.


Segundo o blog de Cristiana Lôbo, ele foi sondado pelo PMDB para ocupar um cargo no governo Dilma representando o Senado. A pasta em discussão seria o Ministério da Previdência Social. Braga disse que gostaria de uma pasta que tivesse algo a ver com sua região ou sua formação em engenharia.

Manuela D'Ávila(Foto: Agência Brasil)

MANUELA D'ÁVILA

Deputada federal (PCdoB-RS)

Cotada para as secretarias das Mulheres ou Juventude, segundo "Folha de S.Paulo".

Futuro ministro da Justiça diz que buscará 'pacto nacional de segurança'

Iara Lemos Do G1, em Brasília

O deputado federal José Eduardo Cardozo no escritório em São PauloO deputado federal José Eduardo Cardozo no
escritório dele em São Paulo (Foto: Paulo Pinto /
Agência Estado)

Convidado pela presidente eleita Dilma Rousseff para assumir o Ministério da Justiça, o deputado federal José Eduardo Cardozo (PT-SP) afirmou ao G1 que terá como primeira missão à frente da pasta articular em janeiro uma reunião com prefeitos e governadores em busca da implementação de um pacto nacional de segurança pública.

Em entrevista na noite desta sexta-feira (3), Cardozo disse que o principal pedido de Dilma para o ministério é um trabalho mais intenso na área de segurança pública.

“A presidente Dilma falou que a questão da segurança pública é fundamental no governo. Eu agradeci a confiança e disse que vou dar todo meu empenho para isso. Temos de unir governadores e prefeitos em um enfrentamento contra o crime organizado. É uma tarefa de articulação política. É hora de unir forças, não de fazer disputas políticas”, disse o futuro ministro.

Temos de unir governadores e prefeitos em um enfrentamento contra o crime organizado"
Deputado federal José Eduardo Cardozo (PT-SP), futuro ministro da Justiça

Apesar de cotado para a vaga desdeo início do trabalho no governo de transição, do qual é um dos integrantes, Cardozo contou que só recebeu o convite oficial da presidente eleita na noite da última quarta-feira (1), durante uma reunião na Granja do Torto.

Do encontro, também participaram o presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra, e o deputado Antonio Palocci, que nesta sexta foi confirmado como futuro chefe da Casa Civil. “Qualquer solicitação que a presidente me fizesse eu estaria pronto para assumir, independentemente de ser ministério”, disse Cardozo.

Segundo o novo ministro, além da atenção para a segurança pública, a presidente eleita também pediu para que sejam intensificados os trabalhos de vigilância nas fronteiras, nos serviços de inteligência e na Polícia Federal. Embora tenha recebido autonomia da presidente para escolher os nomes que vão compor o ministério, Cardozo afirma que vai submeter cada um ao crivo de Dilma.

“Ela me assegurou que eu tenho autonomia para isso [escolhas], mas esse é um trabalho conjunto. Vou submeter cada um dos escolhidos a ela. O Ministério da Justiça é prioritário no governo, e vamos estruturar uma equipe capaz de implementar cada uma das metas da presidente”, afirmou.

Segundo Cardoso, parte da sua missão será baseada no trabalho feito por três antecessores da pasta, todos no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva: Márcio Thomaz Bastos, Tarso Genro e o atual ministro, Luiz Paulo Barreto. “Os três são, além de meus amigos, minhas referências para trabalho”, afirmou Cardozo.

Diante o trabalho intenso que o aguarda, Cardozo fez uma brincadeira, dizendo que o título que ganhou da presidente eleita durante o governo de transição, apontado como um dos “três porquinhos” da coordenação da campanha (os outros dois são Antonio Palocci e José Eduardo Dutra), logo vai ser trocado para “os três magrinhos”.

“Logo, logo, os três porquinhos vão virar os três magrinhos, de tanto trabalho que vamos ter pela frente”, disse o futuro ministro.

Segurança é a terceira maior preocupação dos brasileiros

Esta edição começa com mais uma preocupação dos brasileiros apurada numa pesquisa exclusiva encomendada ao Ibope. Depois de saúde e educação, a terceira na lista: segurança pública.

A repórter Sandra Moreyra mostra que esse tema se destaca na região que tem enfrentado os maiores índices de violência no país.

"Você sempre está com medo, sempre pensando o pior acontecer, porque é o que vê todo dia".

“Meu irmão foi executado. Eu jamais esperaria que isso acontecesse na minha família”.

“Chegou assim, matou eles, e pode matar o resto da família. Ninguém sabe quem foi nem por que”.

Histórias como essas, a gente ouve quase diariamente nas grandes capitais brasileiras. Mas os relatos são de Arapiraca, Alagoas. A cidade aparece, junto com a capital Maceió, no ranking dos dez municípios mais violentos do Brasil, de acordo com um dos mais completos estudos sobre o tema, feito pelo Instituto Sangari. Em relação ao assassinato de jovens, as duas ocupam os primeiros lugares.

O levantamento mostra ainda que a violência está migrando. Entre as dez cidades com maior taxa de homicídios, nove estão no interior.

“No Nordeste, aparecem municípios, polos de investimento. Municípios que se desenvolvem e, junto com esse desenvolvimento, atraem criminalidade”, disse o sociólogo Julio Waiselfisz, do Instituto Sangari.

O aumento da criminalidade fez mudar o comportamento dos moradores de Alagoas.

“Hoje, nós somos prisioneiros de nós mesmos. Não podemos sair e dizer que sei que vou chegar tranquila. Não, não existe”, disse Maria do Amparo.

Todos os dias, antes de anoitecer, os comerciantes fecham as portas. Não é o fim do expediente. É prevenção. O mercado do Geovane já foi assaltado seis vezes: “Dificilmente tem um dia pra não ter um assalto à mão armada aqui na cidade”.

Na pesquisa do Ibope para o Jornal Nacional, o Nordeste é a região que mais se preocupa com a segurança pública, com 18%. Depois vêm o Sul, com 12%, o Norte-Centro-Oeste com 11% e o Sudeste com 10%.

A perda de vidas é uma tragédia social. É também um prejuízo para a economia do país: R$ 57 bilhões por ano, no cálculo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

“O Estado termina gastando mais com segurança pública, com sistema prisional, com tratamento das vítimas da violência. Esses são recursos que eventualmente deixam de ser alocados em outros setores, como educação, na parte social, né?”, declarou o economista do Ipea, Daniel Cerqueira.

A vista de uma janela é o retrato da dor. Numa tarde quente de junho, o irmão e o sobrinho de uma mulher foram assassinados a tiros na porta de casa, em Arapiraca.

As investigações até agora não deram em nada. A família quer vender o imóvel, sair do bairro que um dia já foi um lugar tranquilo. “Não tem mais clima da gente morar aqui. Não dá mais”.

No Sudeste, onde o Ibope registrou o menor nível de preocupação com segurança, os homicídios estão diminuindo. São Paulo era o quinto estado mais violento em 1997. Uma década depois, virou o terceiro menos violento.

Cidade de Deus, Rio de Janeiro: a violência começa a fazer parte do passado, depois de ações conjuntas do Estado e da sociedade civil.

O comércio floresceu. Alexandre, que um ano e meio atrás tinha uma banca de camelô pra vender doces e balas, virou empresário. Montou um mercadinho e fica aberto dia e noite: “Está mudando, as pessoas estão vindo, estão frequentando mais”, disse.

A taxa de homicídios no Brasil, que cresceu no fim da década de 90, vem mostrando tendência de queda a partir de 2003.

No Piauí, outro sinal de transformação. Uma comunidade inteira se uniu pra enfrentar a violência e o crime. Há 15 anos, um padre italiano chegou a uma favela e, junto com os moradores, começou a mudar a cara do lugar. Ele morreu ano passado, mas as escolas, oficinas e projetos culturais continuam.

Não parece, mas um galpão que já foi um clube de festas, onde havia venda de drogas, prostituição, brigas e até assassinatos, e hoje é a oficina onde o pessoal aprende a fazer pão e produz pra padaria comunitária da Vila da Paz, que já foi um dos bairros mais violentos de Teresina.

“A transformação que a educação traz, ela não é comparável a nada. Ela é um dos agentes mais transformadores que existem no mundo. Veio esse projeto e mudou a vida, não só a minha, mas de muitos”.

Nesta sexta-feira, a quarta maior preocupação dos brasileiros: emprego e salário.

Desafios do governo Dilma: segurança pública

Hoje quase metade dos brasileiros vive sob sensação de insegurança.
Série do G1 analisa os principais desafios do próximo governo federal.


No último dia 18 de novembro, o corpo de um jovem de 18 anos foi encontrado em meio a uma das plantações de cacau remanescentes de Itabuna, a 420 km de Salvador.

Com marcas de tiros e agressões, José Carlos Gomes Batista, conhecido como “Lasca Gato”, foi vítima de um possível acerto de contas, pois era investigado por homicídio na mesma região.

Desafios do governo Dilma
27/12 Segurança
28/12 Educação
29/12 Inclusão digital
30/12 Política externa
31/12 Saúde
01/01 Trabalho
02/01 Infraestrutura

A criminalidade na cidade do sul baiano avançou no compasso do declínio da cultura do cacau, dizimada nos últimos 20 anos pela praga da vassoura-de-bruxa.

Atinge sobretudo os jovens, o que rendeu ao município a liderança nacional em exposição da juventude à violência. O índice divulgado pelo governo federal em 2009 considera outros cinco indicadores: homicídios, acidentes de trânsito, emprego ou frequência na escola, pobreza e desigualdade.

Como milhares de crimes semelhantes pelo país, a morte de “Lasca Gato” e a situação em Itabuna expõem, em escala local, os desafios da gestão Dilma Rousseff (PT) na área de segurança pública.

A violência e a insegurança ocupam o centro da agenda pública desde o cerco policial e militar contra o tráfico de drogas no Complexo do Alemão, na capital fluminense, no final de novembro. A intensidade do confronto amplificou ao mundo a dimensão do problema no país.

Bandeira do Brasil é hasteada no alto do Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, em 28 de novembro, após ofensiva policial e militarBandeira do Brasil é hasteada no alto do Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, em 28 de novembro, após ofensiva policial e militar (Foto: Fabio Motta/AE)

A despeito do avanço econômico brasileiro recente, a violência de rua segue disseminada no país, sobretudo em grandes centros urbanos. A taxa de homicídios cresceu 32% de 1992 a 2007, de 19,2 mortes por 100 mil habitantes para 25,2, índice que na América do Sul só é inferior aos de Colômbia e Venezuela.

Novos estudos confirmam a situação: segundo pesquisa divulgada pelo IBGE neste mês, quase a metade dos brasileiros com dez anos ou mais (47,2%) se sentem inseguros na cidade em que vivem. E de 3.950 municípios brasileiros (71% do total) consultados pela Confederação Nacional de Municípios, 98% disseram registrar problemas relacionados a drogas como o crack.